"É a minha recusa em manter um relacionamento antagônico comigo mesmo."
Este conceito apresenta-se em três níveis: em um primeiro, de aceitação de si mesmo, o indivíduo precisa estar do seu próprio lado; um segundo, de abertura para experimentar todos os fatos de si mesmo sem negá-los ou rejeitá-los, o que não significa concordar com tudo o que faz ou que sente, mas sim, aceitar; e um terceiro nível que implica ser amigo de si mesmo, ser acolhedor e simpático, buscar compreender os próprios erros e aprender com eles ao invés de simplesmente reprová-los.
Talvez a capoeira seja a atividade mais adequada para esse "pilar" da auto-estima pois, num dado momento todo aluno terá ressaltado os seus talentos ou suas falhas, o que levará a uma tomada de consciência tanto de suas inadequações como de suas responsabilidades e será preciso aprender a aceitar ambas, para, então trabalhá-las. A prática da auto-aceitação é ,talvez, menos dolorida na capoeira, uma vez que, dentre as múltiplas possibilidades apresentadas, dificilmente alguém não descobrirá uma habilidade, (o que poderia acontecer com atividades menos diversificadas) e, depois de treinada a auto-aceitação, ela passará a fazer parte da postura do aluno perante a vida.
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